“Desde sempre o incenso vem entendido como, principalmente, uma resina aromática cujo cheiro é exalado por uma combustão lenta em brasas ou possivelmente em uma pedra aquecida até ficar incandescente.
No passado, mas ainda agora, esses incensos naturais são produzidos, coletados, preparados, misturados por diferentes congregações religiosas, de todas as tendências e todas as confissões que os utilizam para algumas de suas funções.
Na China, perfume e incenso são indicados pelo mesmo nome: XIANG 香. XIANG em chinês antigo representa "a essência que permite a comunicação". Este mesmo caráter designa também o perfume da virtude, da boa reputação (boa fama), do bom exemplo ...
Um lugar onde queima o incenso não pode, portanto, ser "infame". XIANG é um dos qualificadores mais elogiosos que se pode usar a alguém... porque simplesmente evoca o "cheiro bom de santidade".
Este termo, tanto na literatura clássica como na poesia, permite, no sentido próprio ou figurativo, "incensar" o assunto. “O perfume intoxica e captura, mas o incenso purifica, santifica e liberta” é um ditado da alegria entre os Coptas do Egito.
O incenso é o presente mais precioso feito pelo Reis ao Menino Jesus. No Cântico dos Cânticos, os seios da amada são chamados de "Monte do Incenso". Do sacrifício sagrado o incenso passa a ser usado fora dos templos para evitar a propagação de pragas, portanto epidemias e doenças infecciosas, como testemunha Hipócrates.” (Cfr. Georges Charles)
Assim, possa a nossa vida nestes dias ser este “incenso” comunicação agradável a nós mesmos, ao outro e a Deus. Possamos ser capazes de sacrifício, portadores de alívio ao outro, cheirosos de bons exemplos. E assim evitar todas as epidemias que vivemos, inclusive as do interno do coração.
(Foto: 2020 comunidade Nossa Senhora Aparecida - J.Irene, Santo André)