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Desistir ou seguir adiante?

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Um Dramaturgo e poeta alemão chamado Bertold Brecht assim afirmava: “Nunca se esqueça: agora não é o momento certo para vencer, mas para lutar contra as derrotas”.
Diante do desconhecido e da aparente perda, que parece não ter fim, é provocado um sentimento, uma vontade, de desistir. Cada um, segundo sua dinâmica de vida, pensa em desistir de coisas diferentes.
A diferença é que, alguns o fazem primeiro, outros depois, e outros ressignificam aquela experiência, desistem de uma forma de ver aquela realidade e a reassumem de outro modo para seguir adiante.
Muitas vezes será sobre isto que afirma o alemão. Não sobre vencer e superar em tudo um desafio, mas sobre a perseverança de uma raiz que insiste em crescer por debaixo da terra quando tudo em cima desta é tempestade (lutando contra as derrotas).
Conhecer os limites é importante, para não suicidar coisas importantes dentro de si. Mas, igualmente, acreditar que vencendo cada pequena derrota do dia se alcança a firmeza inquebrantável da raiz, que faz superar com tranquilidade as futuras intempéries, também o é.
Assim, desistir pode ser ouro ou prata, a dependência da circunstância; perseverar pode ser ouro ou prata, a dependência da circunstância. Mas ser sólido, ter raiz profunda antes de qualquer decisão é um diamante lapidado, uma gema de valor inestimável.
(Foto 2021 - Velário de uma Catedral Ortodoxa)