Hoje, vendo um perfil “científico” do Instagram, acompanhei a análise microscópica de uma lágrima. Confesso que achei bem interessante o processo de “cristalização”. Mas o que me chamou a atenção foi uma simples frase: “cada lágrima é dotada de composição diversa, tem um perfil único”.
Minha mente viajou nas tantas ocasiões que testemunhei lágrimas, momentos tristes e felizes: exéquias, matrimônios, confissões, aconselhamentos, unções dos enfermos … Dores e alegrias, fatos que cada um, efetivamente, colhia e manifestava de um modo diverso.
Ninguém é capaz de entender plenamente o sofrimento alheio, mas convém o respeito e a companhia na dor, própria e alheia. Respeitar a própria dor, respeitar a dor do outro, mesmo quando parece pequena a nós.
É uma escola da vida colher paulatinamente os momentos próprios e alheios de lágrimas, reais ou as que escorrem dentro do coração, para traduzí-los em compaixão.
Nesta escola, às vezes, somos bons alunos; às vezes, displicentes, porque estamos fechados em nosso umbigo. E só se vê a lágrima do outro quando se é capaz de olhar em seus olhos.
“O Senhor enxugará as lágrimas de seus olhos” (Ap 21,4)
(Foto Santuário do Divino Amor - Roma - agosto 2021)