
Depois de uma semana de trabalho, tendo este dia de folga, celebrei hoje junto às Reliquias de um dos primeiros santos que eu conheci em minha vida. Conheci de nome sem saber muito o que significava. O padroeiro de minha cidade natal, São Caetano.
Ontem e hoje relendo algumas biografias sérias sobre ele algumas coisas me assustaram. Deus fala conosco de modos sempre diferentes.
Minha afirmação é porque, muitas vezes, as histórias que lemos dos santos são contos de fadas. Eram pessoas profundas, viviam a humanidade em seus níveis máximos, e nós os reduzimos a uma vida bonitinha com dois milagres.
Deus tem caminhos interessantes para seus filhos, muitas vezes estes passam por ser abandonado antes de saber abandonar. Sentir-se abandonado pelas pessoas, pelas coisas. Para saber abandonar o que não presta dentro de nós.
Isso não é mágica, é um Crossfit da alma, passa por nossas vaidades e nossos perfis naturais. Passam… porque o santo é aquele que no caminho foi passando… está sempre a errar e recomeçar…
Fui também neste dia testemunha da hospitalidade “Napuletana”. Os padres teatinos, herdeiros da missão “Gaetana”, foram extremamente gentis quando me apresentei. Convidaram-me a presidir uma missa que não era prevista, para que pudesse celebrar junto ao túmulo.
Quando terminei de celebrar haviam preparado um kit com: “pão bento”, livro com a história do santo, chaveiro, terço …
Ciceroneou-me pela cidade um irmão que tenho na casa onde moro, Pe.Alberto, cujo sobrenome é: Napoletano, não preciso dizer mais nada. Levou-me aos locais, de comer, sobretudo
, e está preocupado comigo até agora enquanto estou no trem voltando para casa.
Viva São Caetano e o povo de sua cidade do Sul, viva o povo Napoletano, acolhedor e devoto!
Viva a providência, o trabalho e o pão!